Dois anos e quase quatro meses depois de ter lançado a minha primeira e única mensagem neste blog, verifico, com muito agrado, que emagreci.
Não estava gordo, nem física nem mentalmente, mas mesmo assim acho que emagreci de todas as formas.
Logo após aquela mensagem recebi alguns comentários que o tempo apagou.
Eram quase todos comentários amargos ou azedos, alguns dos quais referiam que o mencionado Prof. Andrew Oitker pura e simplesmente não existia.
Confesso que não fui verificar, previamente, a qualquer registo a existência desse senhor e da respectiva obra publicada... mea culpa!
De facto o google está "infestado" de referências a este senhor e à publicação daquele livro... mas sempre com o mesmo texto sem tirar nem pôr!
Se o prof. não existe com este nome nem publicou qualquer livro com este título, a verdade é que alguém escreveu este texto com o qual não posso deixar de concordar em absoluto... e que está muito bem visto... está sim senhor!
Avaliei mal, pelos vistos, a oportunidade de lançar este blog. Logo após o arranque, a minha vida começou a sofrer alterações que não permitiram dar a este tema a atenção que, sinceramente, julgo merecer... e muita!
Passaram-se já várias vagas de histerias jornalísticas no nosso panorama mediático, o que só me vem dar mais razão, ou melhor, dar razão ao Prof. Oitker.
Estamos precisamente, uma vez mais, em plena voragem mediática com o caso do desaparecimento da Maddie Mccann.
Por isso, e porque talvez agora eu possa retomar a minha luta pessoal contra a obesidade mental, volto à carga com o tema que tanto me aflige.
Quarta-feira, Setembro 12, 2007
Sexta-feira, Maio 27, 2005
Não estamos sós
Todos nós temos os nossos pensamentos mais íntimos e, quantas vezes, pensamos que são disparatados, que esses pensamentos não fazem sentido, que mais ninguém pensa assim. De vez em quando surpreendemo-nos porque ouvimos ou lemos qualquer coisa que já tínhamos pensado. E então, eu pelo menos, fico todo inchado a pensar: afinal não estou sozinho, afinal aquilo não era assim tão disparatado. Então se esse pensamento nos é confirmado por um desses Gurus universitários multinacionais... então ainda fico mais inchado. Eu que não tenho curso universitário.Hoje foi aquele dia. Recebi mais um daqueles mil e uns e-mails só que este não era mais um, não era o mil e dois. Foi um choque para mim ver, finalmente, que alguém põe o dedo na ferida... e que ferida.
Será que ainda vamos a tempo de emagrecer as nossas mentes. Transcrevo aqui o que o prof. Andrew Oitke afirma e logo de seguida vou ver tudo o mais que se diga sobre ele e muito provavelmente comprar o livro. E assim se começa uma cruzada... pelo emagrecimento das mentes.
Obesidade Mental
O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.
«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão
ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos,juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações
precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna fast food intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção,
é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma: «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que,no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a
cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil,paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas,desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»
Será que ainda vamos a tempo de emagrecer as nossas mentes. Transcrevo aqui o que o prof. Andrew Oitke afirma e logo de seguida vou ver tudo o mais que se diga sobre ele e muito provavelmente comprar o livro. E assim se começa uma cruzada... pelo emagrecimento das mentes.
Obesidade Mental
O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.
«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão
ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos,juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações
precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna fast food intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção,
é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma: «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que,no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a
cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil,paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas,desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»
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